A bunda e o assento
O pronto-socorro fervilhava de doentes e acompanhantes. O atendimento se arrastava entre gemidos e chamadas endereçadas a doutores e funcionários pelo sistema de som.
Seo Sampaio estava febril, enjoado, com tonturas. Cansado, deixou o corpo escorregar pela parede em que encostara por falta de cadeiras. Sentou-se no chão do pronto-socorro quando o relógio apontava a meia-noite.
Instantes depois o segurança aproximou-se de Seo Sampaio e ordenou que se levantasse.
- Hein?
- Levanta daí, que é proibido sentar no chão da sala de espera.
Seo Sampaio passou a mão pelo rosto, apurou o gosto amargo na boca e não sentiu nos músculos a menor disposição ao esforço de o levantar. Olhou pra cima:
- Moço, o senhor tá dizendo que eu não posso botar minha bunda onde qualquer um pode pisar e cuspir?
Escrito por Carlos Barbosa às 00h19
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Improvisos IV
O Amor é uma pizza de sabores diversos. A última fatia é sempre amarga. E dela sobram restos em nosso prativida como lembrança perene.
Escrito por Carlos Barbosa às 16h17
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